Família Murdock – Estamos na Estrada…

Família Murdock – Estamos na Estrada…

  

         Saímos as 06:00hs de Ushuaia com destino a Punta Arenas, no Chile.

Pegamos um ônibus da Tecni Austral. Cada passagem custou P$ 80,00 (algo como 30 dólares), já incluso a travessia no Ferry boat.

 

         Não demoramos muito, chegamos na aduana (fronteira) Argentina, onde fazemos a nossa saída do país.

Andamos mais um pouco, chegamos na fronteira com o Chile, antes de atravessar o Estreito de Magalhães, para fazermos a nossa entrada no Chile.

 

         Ainda no ônibus, recebemos um documento de fronteira que devemos preencher com informações tipo dias que vão passar no país, motivo da viagem, etc.

 

         Este mesmo documento, nós havíamos recebido ainda no Brasil, antes de entrar em Buenos Aires e tivemos que entregar quando saímos da Argentina.

 

M Detalhe importantíssimo: tanto no Chile, como na Argentina, você tem que guardar o tal documento carimbado e assinado pelo agente alfandegário e devolver na saída do país. A não devolução deste documento, implica em multa e até a problemas para sair do país. Isso para todos os viajantes; que deram entrada com passaporte ou com RG.

 

         Nisto, todos temos que descer e levar consigo as bagagens de mão. Estas, são revistadas por agentes fronteiriços chilenos; frutas, chás de saquinho, alimentos não industrializados em geral, se encontrados, vão direto para o lixo.

 

         Teve uns viajantes mais “espertos” que deixaram algumas frutas dentro do ônibus. Bem, acontece que os agentes, enquanto estamos na alfândega, entram no ônibus e fazem a revista. Imagine a cara de surpresa deles, quando não encontraram sua lancheirinha…

 

         Bem, seguimos viagem; agora em território chileno.

 

         A estrada é de rípio; tipo cascalho. Andamos horas pela beira mar. Fico imaginando o que seria caso houvesse um tsunami naquela região, pois andamos a menos de 30 metros da praia.

 

 

Estrada de Rípio

 

 

 

         Passamos por guanacos e condores; algumas espécies de carneiros, que eu não conhecia.

 

         As 13:00hs o motorista faz uma parada; no meio do nada, aparece um restaurante.

 

         Difícil é entender o que está no cardápio. Alem dos preços, claro.

 

Não sei se o Chile está com problemas de inflação alta ou algo assim, mas os “zeros” lá, estão com a muléstia.

 

 

Deixe-me exemplificar: um hambúrguer, com batata-frita custava CP$ 2.000,00  (dois mil pesos chilenos). Uma coca-cola (350ml), CP$ 1.500,00 (mil e quinhentos pesos). Agora pergunto a vocês: é caro ou barato? Claro que vocês vão responder que não sabem ou que é caro.

 

Então, vou ensinar o macete que eu utilizei para entender melhor esses números malucos:

 

500 pesos chilenos é igual a 01 Dólar;

01 Dólar é igual a 2,50 reais;

logo, 500 pesos chilenos é igual a 2,50 reais.

 

E voce, achava que aquela “regra de tres simples” nao iria servir para nada, ne??? 

 

Então, podemos concluir que 01 coca-cola, no Chile, custa R$ 7,50;

E que um hambúrguer com fritas custa R$ 10,00, pois:

 

CP$ 2.000 / CP$ 500 = USD 4,00. USD 4,00 X R$ 2,50 = R$ 10,00

 

Logo, a coca-cola, no Chile, não é cara. É caríssima!!!

 

Esse foi o preco mais caro que encontramos da coca-cola. Mas a media, eh de R$ 5,00.

 

Acredite, de início parece difícil fazer essas conversões, mas com o dia a dia e a necessidade, você aprende rapidinho…

 

         Bem, não preciso dizer do susto que tivemos quando realizamos a conversão pela primeira vez. Já haviam nos avisado que o país era caro; mas não imaginava que fosse tanto…

 

         Como estávamos com fome, resolvemos experimentar um prato local: costela de carneiro.

 

         Estava até bom, sabia? Eu gostei bastante. Comidinha caseira, e tal… legal. Só não gostei da conta… Mas isso é outra historia.

 

         Já que entrei no assunto de culinária local, deixe-me fazer uma pausa na viagem, para falar um pouco sobre isso.

 

         Na patagônia, em Ushuaia com especialidade, comidas e bebidas do tipo café em pó, feijão, arroz, pipoca, frutas (banana, uva), carne vermelha,ou são caríssimos ou não tem. Como era o caso dos porotos (feijão) e do arroz.

 

         Conversando com os nativos e morrendo de saudades do nosso feijão com arroz, descobrimos que eles só comem feijão no inverno; por ser um prato muito forte. Quando dissemos que comemos feijão todos os dias, eles ficaram abismados; uma sra. comentou espantada com outra, apontando para Marta: “Muy fraquita ella; muy fraquita para comer porotos todos los dias”.

 

         Fofinha sem entender e se sentindo ofendida, expliquei que ela estava dizendo que ela era magrinha… que feijão engorda e ela era magrinha, para quem come feijão todos os dias…

 

         Mas enfim, devido a isso, nossa dieta era resumida a peixes, massas e pollo (galinha), pão, café (solúvel; em pó não tem), leite e ovos (também muito caros).

 

         Passamos 01 mês sem comer porotos e arroz, só comemos em Buenos Aires e em Santiago… Logo que voltei, fui direto comer uma feijoada; e bem caprichada. Aliás, acho que vou até comer de novo… só de lembrar já deu vontade.

 

         Seguindo viagem, andamos mais um bocado até chegar a Punta Arenas.

 

Finalmente. Foram 1010Kms de estrada e travessia de barco; levamos mais de 12 horas nesse trajeto. Mas chegamos.

 

O que leva mais tempo nessa viagem é a alfândega e a travessia de ferry; que não tão freqüentemente pode ser cancelado devido ao mal tempo.

 

 

Travessia no Ferry-Boat

Entrando no Chile: Punta Delgada

 

 

Em Punta Arenas, não tínhamos feito reserva de hospedagens, hostels ou hotel. Estávamos na sorte.

 

Antes de chegar, eu estava preocupadíssimo com isso; mas quando chegamos, a preocupação acabou.

 

É comum os cidadãos alugarem quartos das suas casas para os viajantes; são as chamadas hospedarias. E assim que você desce do ônibus, dezenas de nativos voam em cima de você com panfletos, querendo oferecer a sua casa para você passar a noite. Nunca tinha visto isso.

 

Outra coisa, Punta Arenas também não tem rodoviária, o ônibus para na av. central.

 

Mais detalhes de Punta Arenas e a nossa hospedaje, nos próximos capítulos.

 

Hasta luego!

 

Rômulo Murdock

 

FORÇA SEMPRE

 

In God we trust!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s