On the Road Again

Olá amigos viajantes, buenos dias!
 

            Estamos novamente na estrada.

Dessa vez, subindo da patagônia chilena austral até a região dos lagos.

 

            O ônibus é bastante confortável, as poltronas são relativamente largas, mas por serem semileitos, quem reclinar a poltrona a sua frente, fica difícil você sair.

 

            Até Puerto Montt são, se me recordo bem, 38hs de viagem. O que acaba por atrasar a viagem é a entrada e saída no território argentino. Tivemos que fazer a alfândega duas vezes.

 

            Começou um filme (em espanhol); pego minhas batatas e a boa e velha coca-cola e começo a lanchar. Não demora muito e descubro que o ônibus tem serviço de bordo.

Alem do motorista, tem um, digamos, comissário de bordo. Este fica encarregado de garantir o conforto dos passageiros.

 

            Bem, o almoço não é ruim: frango com purê de batatas e arroz, junto com refrigerante.

 

            A viagem segue; o ônibus não para, somente para reabastecer.

 

Quando chega a noite, o tal comissário de bordo vai de janela em janela, fechando a cortina. Ele praticamente senta no seu colo para fechar. Confesso que isso me incomodou; ele não pede licença tão pouco pergunta se você quer fechar a cortina; ele fecha mesmo.

E a mesma cena se repete quando amanhece: ele abre a cortina, esteja você dormindo ou não.

 

            A viagem segue transcorrendo normalmente, até chegarmos em uma parada para reabastecer.

 

            Estamos reabastecendo, todo mundo desce do ônibus, vai comprar as bugigangas, etc. Marta vai ao banheiro. Quando vejo, já estão quase todos dentro do ônibus. Vou falar com o tal comissário que ainda faltava um passageiro e o cara veio me gritar, olha só. Apontando o relógio, falando umas coisas e tal e ainda tinha gente fora do ônibus. Engoli esse no seco e fui chamar Marta.

Quando estou errado, eu fico calado, mas não foi nada fácil engolir aquele grito.

 

            Daí para frente, a viagem foi uma merda. Fiquei logo puto com o comissário e, como não consigo disfarçar, ele percebeu, lógico.

 

            Além disso, a comida que veio quente no primeiro dia, agora vinha gelada. E o pior, o cardápio era quase sempre o mesmo. Não variava. Ainda bem que levamos o lanche.

 

            Após longas 38hs de viagem, estamos chegando a Puerto Montt. De cara se vê que já é uma cidade maior. Mas não uma metrópole.

 

            Na hora de desembarcar, e pegar as mochilas, o comissário pede os tickets de bagagem e nem confere. Na minha vez, que tinha 03 mochilas, ele pede um, eu entendo um numero e entrego o ticket e ele não confere. Quando pega a segunda, pede o ticket e dessa vez confere. O que acontece: era o ticket que eu tinha entregado e ele não tinha conferido. E pra explicar isso para ele… ahhh saco!!! Fiquei calado, peguei a terceira mochila e vamos seguindo nosso destino.

 

            Na rodoviária, funciona um quiosque de informações turísticas. Fomos lá. A chilena, numa senhora má vontade, entrega o mapa e não nos dá informação nenhuma. Tava muito ocupada falando no MSN com seus amigos, para trabalhar.

 

            Juntando todos esse fatos, mais o que aconteceu em TDP no albergue chileno, comecei a mudar a minha impressão dos chilenos.

 

Na próxima sexta, apresentaremos Puerto Montt e arredores.

 

Abs

 Rômulo Murdock
 FORÇA SEMPRE
 IN God we trust!

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