Expedicao Villarica – Escalada ao Vulcao. Parte final

Ola viajantes, Saludos!

No ultimo boletim eu estava aos mil e poucos metros do vulcao. Ainda faltavam dois mil (1.998 para ser exato).

Subindo...

A escalada eh puxada, o ritmo eh forte e mesmo depois de ter derramado a agua com gas, comido o que podia, a mochila ainda pesava.
E agora tinhamos colocado nossos sapatos de neve, que tambem pesam 2kg cada.
Ou seja, caminhar estava mais facil, mas mais cansativo.

Nesta etapa o instrutor nos da instrucoes.
Algumas assustam, como: “se vcs cairem, e comecarem a escorregar, nao tentem se levantar. As travas vao prender as suas pernas e vc nao vai parar, o que pode ocasionar a quebra das pernas.
Levantem as pernas e usem a picareta para freiar.” E ensinou como usar a picareta para parar, em caso de emergencias.
Prestei bastante atencao, pois quebrar as pernas era tudo que eu nao precisava, naquela altura do campeonato.

Trava Neve

Desta vez o grupo foi e eu fiquei com o outro terço. Ritmo moderado.
Nao conseguia mais acompanhar a galera.

Mais uma parada.
Ja na neve. Muita neve. Alias, mais fofa.
O guia avisou que seria a ultima parada. Entao, peguem folego. Ate o topo serao mais 20 minutos.
Nesta altura eu ja pensava em desistir.
A carioca tmb.
E o gordinho, das fotos atenteriores,kkkk esse desistiu.
Alias, ele ate andou bastante, viu?
Mas a ultima etapa era muito, muito dificil.
Muito ingrime. Teriamos que usar as maos e os pes para subir. Nao seria facil.
E como eu estava com o nariz escorrendo, devido a uma alergia ao frio, os guias achavam que eu estava gripado, e faziam forca para eu desistir.
Eu me fazia de rogado e disse que iria continuar, nem que chegasse a noite.

Caverna na Neve

Nisso fomos eu, o chileno, a carioca e o guia.
De repente o chileno, que vinham em um ritmo forte, foi ficando para tras.
Ai eu o vejo colocando a mao no peito e paro para perguntar o que se passava.
Ele me respondeu que sofria de hipertensao e que o coracao estava em descompasso.
Puuuuutzzzz!!!! Eu pensei isso mesmo que vcs pensaram: o que ele esta fazendo aqui, entao???
Ai nao teve jeito.
Passei ele na minha frente, e fiquei atras. Para ajuda-lo, caso precisasse.
O guia, que a esta altura ja nao tinha paciencia com os doentes, se mandou com a carioca.
Ficamos eu e o Chileno. Dois passos. Parava. Tres passos. Parava.
E eu so pedia a Deus para o chileno nao ter um treco.

Demorou.
Demorou.
Mas chegamos.
Conseguimos.
A esta altura a neve ja estava derretendo, pois o topo do vulcao eh bem quente.
O chileno desabou no chao.
Mas foi de alegria (e tmb para descansar).

Galera… eh incrivel.
O topo do vulcao Villarica.
Vulcao em atividade.
Eh lindo.
Eh uma sencassao maravilhosa.
Nao fui o primeiro, nao serei o ultimo, mas eu venci os meus limites, as minhas dores e consegui chegar.
Foi uma vitoria pessoal. Maravilhoso.

.
.
.
Passaram-se 40 minutos, quando o guia nos chama para comecar a descida.
Disse que era tao dificil quanto e quie precisariamos redobrar a atencao.
Dessa vez iriamos sem os grampos de neve, o que iria aliviar o peso, mas diminuiiria a estabilidade.
Blza! Vamos nessa!

E comecamos a descer.
So que tinha muita gente descendo, ao mesmo tempo, e poucas trilhas.
Os guias., que conheciam o caminho, disparavam.
Eu, que nao queria quebrar nada, ia com todo o cuidado.
So que, por infelicidade, fiquei atras de um ingles, de 1,90, e 2m de largura, que era um puta medroso.
Empacou em uma pedra e, mesmo com o guia dele dando a mao, o cara nao saia do lugar.
E nessa onda fui ficando mais pra tras ainda.

Depois de muita luta, o ingles conseguiu passar a pedra e eu, na primeira oportunidade, passei por ele.
So que…
So que eu estava sem sapatos de neve.
E agora tinha voltando para onde tinha neve.
Foi so dar a primeira pisada… e la vai Romulo Murdock escorregando montanha abaixo. So que tinha uma queda logo no final do meu “escorrego”.
Usei a tecnica com a picareta, que o giua ensinou. Ufa! Deu certo!
Fui me levantar.
Tumb! Outro tombo!
E la vai eu escorregando.
Outro guia grita as instrucoes, mas eu so ouvia o vento.
Finquei a picareta com mais forca.
Levantei com mais cuidado.
Consegui.
Foi um susto.
Mas foi legal.

Assim que chegamos a neve dura, vem a melhor parte da descida.
Vamos descer em um toboga esculpido na neve.
Caraca veio!
Ninguem ta preparado para isso.
Eh bom demais!!!
Mas muito rapido. Rapido mesmo!!!

Skibunda

Eu tentei fazer um video, mas nao prestou, entao estou colocando o endereco de uma descida, realizada pelos amigos do blog Turismo Independente (

Enfim, o melhor eh a descida pelo skibunda. rssss
Sao 05 ou 06 descidas, o que lhe economiza um tempo danado.

Por fim, chegamos em terra.
Depois dos skibunda, desci sem pressa, admirando a paisagem e olhando para tras e vendo o que eu tinha acabado de vencer.
Veni! Vidi! Vici!

Mais tarde, a noite, fomos para um dos varios thermas que existem em Pucon, para um merecido banho quente, de aguas de rio vulcanicas.
La fora, 08, 06 graus. Dentro da piscina, 40, 38, dependendo da mesma.
Agora, eh so se preparar para voltar para casa.

FIM

**** EPILOGO *****

Eram 20:00hs da tarde, em Pucon, quando cheguei a estacao da Turbus, para pegar o onibus que me levaria para Santiago, onde pegarei o voo para casa.
Na estacao, uns tres viajantes pingados. Bem menos do que eu esperava.
“Decerto cheguei muito cedo”, pensei, ja que o onibus so sairia as 21:30.

Encosto a minha companheira de viagens, a boa e velha Trilhas e Rumos, montanha 75 e relembro dos lugares que passamos, desde o inicio desta expedicao, 18 dias atras.
Ao admirar e a agradecer a minha companheira, que tanto me ajudou, vejo, no seu bolso lateral, a latinha da vitoria. Uma cerveja andina, que comprei para comemorar.

A retiro da mochila, com cuidado, como um trofeu.
E abro o lacre.
Como eh delicioso aquele barulhinho de latinha abrindo.
E como se me parebenizasse, a latinha, com inveja da chamapagne, mostra que tmb tem o seu valor e jorra seu liquido precioso, me banhando, me parabenizando, me saudando a vitoria.

Eu levanto a latinha a altura da minha face e olho para ela, fixamente, enquanto so consigo proferir um pensamento: Eu mereco!!!

Fim do Epilogo.

Carissimos amigos, gostaria agradecer, primeiro ao nosso Pai superior. Eu o chamo de Deus, pai de Jesus. Mas nao importa a denominacao, e sim saber que falamos do mesmo Deus.
Sem ele, nada disso seria possivel. Nada!
Agradeco a todos vcs que me acompanharam nesta expedicao.
Foram tres paises, mais de 20.000kms, novas amizades, novas cidades. Novas experiencias.

Contar com vcs.
Escrever para vcs, isso tudo me deu forcas para continuar.
Por vezes pensei em desistir de tudo, em antecipar o voo e voltar logo para casa.
Mas fui em frente.
Agradeco as mensagens, os contatos pelo MSN, Skype, tudo, enfim.

Amigos do trab, muito obrigado.
Sem vcs para atenderem aos meus clientes, nossos clientes, eu nao teria conseguido tirar ferias e essa expedicao nao teria acontecido.
Muito obrigado.

Adorei a experiencia.
Vivi e vi coisas que serao eternas.
Obrigado a voces.
Essa vitoria, para mim eh uma vitoria, dedico a todos vcs. Muito obrigado!

E me aguardem.

2012 ja esta ai e estou preparando a proxima.

E em 2015, Japao e Nova Zelandia!!!

Novos videos estarei postando no meu canal no Youtube

http://www.youtube.com/user/RomuloMurdock?feature=mhum

E outras experiencias, dicas, casos e causos, etc desta e de outras expedicoes, estara aqui mesmo, no meu blog.

Obrigado!

Abs

R.M.

O que você vai contar para os seus netos? O que deixou de fazer?

In God we trust!

3 comentários sobre “Expedicao Villarica – Escalada ao Vulcao. Parte final

    • Ola Paula
      Eu fui em Marco, quando so tinha neve no topo.
      Meus amigos do Turismo Independente foram nessa epoca que vc quer ir (TurismoIndependente.wordpress.com)

      E nao desista nao. eu escorreguei porque fui afoito. rssss

      Qualquer coisa, estamos ai.
      Agora estou em Dublin e posso demorar a responder. Mas respondo

      Abs

      R.M.
      In God we trust!

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