Curiosidades de Viagem: Dublin. Parte III

 

Olá amigos viajantes, saudações!

Já perceberam que gostei muito de Dublin, pois só estou postando curiosidades de lá, não é mesmo? Porém isso é em virtude do tempo que passei nessa cidade maravilhosa. Reuni tantas histórias… mas prometo que também vou falar de Londres, Paris e Amsterdã, ok?

Vimos que o Castelo de Dublin (sim, ainda ele. rssss) foi usado para muitos fins. Desde a sua construção o castelo serviu, sucessivamente, de sede ao governo britânico da Irlanda sob o Senhorio da Irlanda (1171–1541), ao Reino da Irlanda (1541–1800) e ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda (1800–1922).

Após a criação do Estado Livre Irlandês, em 1922, o complexo foi cerimonialmente entregue ao recém-formado governo provisório liderado por Michael Collins.

Na época  em que serviu a Grã-Bretanha ele também foi a “Residência Oficial” da realeza na Irlanda.

 

Pátio do Castelo de Dublin

Nesta foto, a partir da entrada do Castelo, nós temos os aposentos reais a esquerda, o parlamento em frente, (hoje não mais), o tribunal (antes da construção do Four Courts) e a Capela de São Patrício.

Entrada dos aposentos reais

Nesta foto, no detalhe, a entrada para os aposentos reais.

 

 

Mapa do Castelo

 

Da janela dos aposentos reais vê-se um lindo jardim, construído com o mapa dos rios de Dublin

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portão do Jardim do Castelo de Dublin

 

 

Linhas marcam os rios de Dublin

visão dos aposentos reais. Essas linhas, na verdade são um mapa dos rios de Dublin

Como sabemos, a história sempre foi marcada pelas desigualdades sociais (ainda é) e naquele tempo não era diferente, na verdade  era até pior do que é hoje. Imaginem um país, sobre domínio inglês até um passado recente, como as coisas eram difíceis lá pelos idos de 1580.

A riqueza, os nobres, todos ficavam nos arredores do Castelo de Dublin. A “área nobre”, por assim dizer, que terminava, justamente, após os jardins do castelo.

Logo após o jardim já se via a pobreza, o povo passando fome, cavalos, porcos e toda a espécie de milacria (sobre)vivendo juntos, sem o mínimo de dignidade.

Durante uma revolta em Munster, liderada por Gerald FitrzGerald, conde de Desmond, em 1582, cerca de trinta mil irlandeses morreram de fome. O poeta e colunista Edmund Spenser escreveu que as vítimas “chegaram a um tal estado de miséria que qualquer coração de pedra sentiria compaixão”.

E da janela dos seus aposentos, a Rainha Elizabeth I (1533 – 1603) da Inglaterra e da Irlanda tinha sempre essa visão, ao acordar e ao se recolher aos seus aposentos. O povo, seu povo, implorando, pedindo comida, condições mínimas para sobreviver… uma tristeza.

Visão oposta dos aposentos reais

 

Foi então que ela resolveu chamar para si a responsabilidade.
Resolveu tomar uma atitude para acabar de vez com aquele sofrimento.
Ela não iria mais tolerar isso.
Não queria mais ver “o seu povo” sofrendo, morrendo de fome, passando necessidades.
Se misturando a bichos e fezes.
Foi aí que ela teve a grande ideia!
A solução para todos os problemas!

Observem novamente a foto e vejam se identificam a solução que a Rainha Elizabeth I teve.
Dica: Está na cara.

Entrada do Jardim

 

Não??? E Agora???

 

Muro no final do jardim

 

É isso mesmo! Ela mandou construir um muro para cobrir a visão do povo.
Assim ela não via o povo sofrido, não ficava deprimida, ficava só com a visão do seu maravilhoso jardim.
Talvez daí venha o ditado: “O que os olhos não veem, o coração não sente”. Será???


Fontes e referências:


Abs e obrigado pela visita!

R.M.

In God we trust!

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