Um Rolé pela Amazônia: Relato da minha viagem

Rolé pela Amazônia: Relato da minha viagem.
Parte 01

rolepelomundo.wordpress.com - Manaus

Assim que desci do avião já senti uma atmosfera diferente. Não senti o vento correndo e o ar parecia mais pesado.

Peguei um busão e cheguei ao hostel Manaus, onde tinha feito a reserva.

Quem me atendeu foi uma mulher, loira, alta e olhos azuis piscinas, completamente diferente das pessoas que tinha visto na cidade até então. E eu pensei antes de emitir qualquer som: “que manauara diferente…” E fui falando em português que tinha uma reserva e talz… quando sou interrompido por ela falando que era sueca e não falava português. Ahhhhhh tá explicado….. rssss

Desfeito o mal entendido, fiz o check-in no hostel.

Um pouco mais tarde, no início da noite chegou um índio (indígena mesmo), que veio falar comigo para oferecer seus serviços de guia.

Só que o danado do índio chegou na hora que tava passando o Pânico na TV e eu só queria ver o programa (É, eu sei… Hoje também penso assim, mas na época o Pânico era tragável), e ainda por cima estava com cheiro de cachaça e falando todo atravessado, com um sotaque terrível.

E insistia, insistia em falar que não dá para entrar na selva sozinho, que ele era o bam-bam-bam, me mostrou as fotos do acampamento, da selva… enfim, ele queria era me vender pacotes. Preço: R$ 200,00 por noite com comes e bebes não alcoólicos.

E quando eu me preparo para falar para a sueca que o cara estava me enchendo o saco, e que ainda por cima estava bêbaço, ele fala em inglês com a sueca. JURO!!! O danado do índio falava inglês à perfeição, melhor que português. E para piorar, o índio era namorado da sueca.

Aí tudo começou a fazer sentido: a sueca chamou o cara para me vender o pacote para a selva. Certa ela, ajudando o namorado a ganhar o pão (ou seria a cana?). Smiley mostrando a língua

Só que assim que você sai do portão de embarque, você é abordado por pessoas te vendendo pacotes para excursão na selva, além das agências no próprio aeroporto.

E contradizendo meu próprio conselho de nunca comprar na primeira loja, acabei fechando com o guia que me abordou na saída do aeroporto.

Ainda bem que chegou dois casais estrangeiros e o tal índio foi falar com eles (em inglês!!!) e me deixou ver o Pânico em paz. Rssssss

As noites são bem quentes, então um ar-condicionado é bem vindo. Agora imagine aí, caro leitor: se é quente à noite, como será durante o dia? Amigos, é quente!!! Carro sem ar-condicionado é impensável.

Como falei, o centro de Manaus é onde estão muitas das principais atrações da cidade, e todas bem próximas. Com um mapa na mão comecei a recorrer cada uma delas.

Eu estava a pé. Na verdade eu acho que só se conhece verdadeiramente uma cidade caminhando por ela; entrando em rua, saindo de rua. Entra em lojas, museu, biblioteca, igrejas… qualquer coisa que chamar a atenção. Só que é quente!!!~

Mapa Centro de Manaus

Eu, que não costumo beber água, bebi dois litros entre garrafas de 500ml. A sensação de abafado é enorme e parece que você está cozinhando. O calor vem de baixo para cima e chega a ser sufocante. Alivia mais quando se chega às áreas portuárias, onde o vento corre.

Comecei minha caminhada pelo Teatro Amazonas; ícone da cidade. O Teatro é maravilhoso, lindo demais. Oferece visitas guiadas (estudantes e idosos tem desconto) o qual recomendo fortemente e tem muitos espetáculos.

À noite a praça no seu entorno é preenchida com mesinhas e cadeiras e a boêmia da cidade toma conta.

Nas esquinas do Teatro estão a prefeitura e a câmara dos vereadores, também em prédios históricos e vale a visita.

Em seguida fui para o porto da cidade, procurando o mercado de peixes. No mercado se encontra de tudo: de artesanato a garrafadas com olho e partes de boto.

O Boto Cor de Rosa

Aliás, abrindo uns parênteses, a caça ao Boto (cetáceo de água doce, da família dos golfinhos) além de ser um crime tipificado é de uma maldade e covardia tamanha que chega a me dar ojeriza. Roxo de inveja

Assim como o peixe-boi, ele é um animal extremamente pacífico e simpático.

Porém tal caça só existe porque existe quem compra.
Então, quando for à Manaus, não compactue com esse crime. Não compre, não aceite o presente.

O boto é um animal que tem seu ciclo de reprodução muito lento e eu gostaria muito que meus netos não os conhecessem somente pelos livros de história.

Para saber mais, clique aqui.

Boto: Vamos preservaar

 

O Mercado (já falei sobre ele em post atenior) é bastante movimentado; fica bem na beira do rio e é onde se compra peixe fresco e outras iguarias, como a farinha amarela (deliciosa). E como todo lugar movimentado, um cuidado e atenção maior são recomendados. Mas nada para se assustar. Pode ir com a sua digital fazer fotos que é tranqüilo (durante o dia).

Querendo pode-se provar da culinária local, como a feijoada de maniçoba, o famoso tacacá e o sanduíche de tucumã.

O povo de Manaus

A despeito dos outros lugares que visitei, tenho que dizer que os Manauras são um povo à moda antiga. “por favor, obrigado, com licença e desculpe” são freqüentemente utilizados por eles; seja entre eles ou com os turistas.

São realmente educados, simpáticos e bastante solícitos.

Pois acredite você, que eu estava no ônibus e um menino de seus 13 anos me abordou dessa maneira: “senhor, por favor, que horas?… Obrigado!”. Acredita?

Para se ter uma idéia do contraste, um dia desses estava em uma famosa escola particular em Natal e uns garotos de uns 10, 12 anos estavam jogando bola, que por imperícia da jogada de um dos meninos quase me acerta.

O menino olhou para mim e gritou – HEY, joga essa porra aí! Explodindo de raiva

Aí eu pensei: “o moleque joga a bola errado, quase me acerta, não pede desculpas e ainda me grita para chutar a bola???

Eu não pensei duas vezes: chutei a bola, com todas as minhas forças… na direção oposta ao grupo. Diabo
E continuei seguindo meu caminho ao meio de alguns muitos xingamentos, ao qual não vale à pena repetir.

Até os mal-educados mais famosos do mundo todo, os motoristas de ônibus, são gentis. Não todos, é verdade, mas a maioria a quem recorri auxílio.

Além de educados é um povo alegre, divertido com sorriso franco e festivo e que recebe bem seus visitantes.

Calçada não se lava, se varre!!!

Porém presenciei em vários lugares um hábito que não condiz com a nossa realidade de hoje: varrer a calçada com a mangueira (lavar a calçada). Smiley decepcionado

Calçada não se lava, se varre!!!

Eu estava esperando o ônibus e vendo a cena: o dono de uma banca de jornal lavando a calçada, que já estava brilhando, pô. Aí caiu uma folhinha e lá vai ele, apontando a mangueira para a folhinha, empurrando-a para a rua.

Calçada não se lava, se varre!!!

Confesso que não me agüentei e fui lá, peguei a folhinha e joguei no lixo. Ainda olhei com uma cara para o dono, do tipo “Está bom, né? Chega de gastar água! Calçada não se lava, se varre!!!”

Mas essa cena eu também presenciei no Hotel Da Vinci, e preenchi o “formulário de opinião” fortemente.

 

Calçada não se lava, se varre! Passe essa ideia adiante.
Não pratique nem deixem praticar.

O Mundo e o Rolé pelo Mundo agradeçem. Smiley de boca aberta


Informações sobre este post:

Smiley com sono Hospedagem:

Hostel Manaus

Diárias desde R$ 27,00 (sócios HI tem desconto. Mais informações)
R. Lauro Cavalcante, 231 – Centro
Manaus – AM, 69020-230
info@hihostelmanaus.com
Site: http://www.hostelmanaus.com/

Alienígena Guias e mapas

Telefone celular para iPad, Mac, iPhone, iPod
Guia da cidade de Manaus

por Ivo Brasil Filho & Carlos Fróes

Telefone celular para Android
Manaus Street Map

Escola Fontes Pesquisadas

Ampa – Associação Amigos do Peixe Boi
http://www.ampa.org.br/

Bizologia. Professor André
http://professorandreciencias.blogspot.com.br/2010/05/consumo-de-agua.html

Carol Daemon: sustentabilidade e autogestão
http://caroldaemon.blogspot.com.br/2010/06/vassouras-e-baldes-x-mangueiras.html

Greenpeace Brasil
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/


No próximo post

Uma noite na selva amazônica.
Fotos e relatos de como foi a experiência de dormir na selva, protegido, somente por uma rede.

 

Obrigado por acompanhar o Rolé pelo Mundo.

Até a próxima.

R.M.

In God we trust!

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2 comentários sobre “Um Rolé pela Amazônia: Relato da minha viagem

  1. Muito bom esse post. Confesso que fiquei com calor só de imaginar, o quanto deve ser quente, ao ler suas descrições. Por outro lado, ri muito com a história da sueca, do índio e da sua raiva com o menino que quase te acertou uma bola. Estou aguardando os registros do próximo capítulo, que deve vir recheado de aventuras e surpresas na selva. É muito bom ter histórias para contar e melhor ainda é ter quem conte para a gente. É! Se bem que nesse caso o melhor é vivê-las.

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