Rolé pela Amazônia: Uma Noite na Selva

Olá amigos viajantes, saudações!

AmazonasDesde a semana passada que estou com uma tal de sinusite que insistiu em se fazer inquilina e apesar de todas as minhas solicitadas e apresentadas ordens de despejo a danada fez morada nos meus sinos e não parece ter a menor intenção de sair…

Como com ela vem a cefaléia, acabei adiando o relato mais emocionante da(s) minha(s) viagem(ns) à Amazônia, que foi a noite que passei na floresta, pendurado em uma rede, tendo somente um mosquiteiro como escudo para toda a sorte de bichos (e “bixos”) que se possa imaginar.

Mas pensam que achei ruim? Faria tudo novamente.

Vamos ao penúltimo post sobre a minha aventura na amazônia; boa leitura.


Uma Noite na Selva Amazônica

preguica

Levantei cedo e animado. Já tinha preparado a minha mochila de ataque na noite anterior para passar uma noite na floresta. Na mochila itens como repelente (indispensável), bota, meias, camisas de manga comprida e alguns snacks.

Corri para o ponto de encontro e onde me esperavam o guia e os outros viajantes que iriam fazer o passeio: 01 família da Suécia, 01 americano (super-arrogante) e 01 italiano, que era a simpatia em pessoa.

Na programação: o encontro dos rios (negro e Solimões), pesca de piranha, uma noite em um acampamento na selva e a famosa focagem de jacarés.

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Logo estávamos no porto para pegar o barco que iria nos levar direto para a primeira parada: o encontro das águas.

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É algo realmente impressionante. As águas não se misturam. Correm paralelas pelo mesmo caminho quilômetros a fio.

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Em seguida navegamos floresta adentro por rios e igarapés que são as verdadeiras estradas da Amazônia.

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Confesso que comecei a gelar, pois não existem “placas” (rsss) e só se pode confiar na habilidade do timoneiro, que navegava sem carta náutica, e sem GPS. Somente uma bússola e um rádio amador. É extremamente fácil se perder, pois cada igarapé que se entra, desemboca em várias bifurcações, de sorte que se você não conhecer muito bem a região, pode passar maus bocados.

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Algumas horas navegando, entramos em uma dessas estreitas bifurcações, e o comandante dá o sinal: “olha o boto”. Conseguimos visualizar uns botos nadando, próximo ao barco, bem tranqüilos.

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Em seguida chegamos ao barco-restaurante, ancorado absolutamente no meio da floresta, onde almoçamos e trocamos de barco, dessa vez uma pequena canoa com motor, para entrar mais ainda na floresta.

 

AmazonasLá também conhecemos o guia que iria passar a noite conosco: um índio peruano que vivia na Bolívia e também falava inglês muito bem, já o português…

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O almoço é simples, mas gostoso. Muito peixe, farinha, arroz, feijão e salada, além da boa e velha coca-cola gelada (não me perguntem como).

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Seguimos entrando rio acima, dessa vez em uma pequena canoa. No comando o índio peruano. Eu ainda não entendo como eles conseguem se orientar, pois a selva nos cerca e não existem placas; é suicídio entrar na selva sem guia.

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Algum tempo depois paramos no meio do nada e vamos pescar o jantar. Adivinha o quê? Piranhas. E qual a isca? Carne de boi fresca e crua.

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E não demora muito para as danadas morderem a isca não.

Os dentes são afiadíssimos e impõem respeito.

O índio pergunta se vou comer.

– Vou nada!!! – respondo assustado.

Daí o “jantar” é devolvido ao rio.

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Horas passam e sol começa a se por. Hora de devolver ao barco grande quem vai voltar para a cidade; quanto a nós, seguimos voltamos para o barquinho pequeno e seguimos para o acampamento.

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Dentre tantas coisas que eu levei para essa noite, eu esqueci da principal: as pilhas reserva da máquina digital (Na verdade, na verdade, o principal mesmo é um repelente e um bom mosquiteiro).

Quando finalmente chegamos ao acampamento… eu tive uma surpresa. O tal “acampamento” é uma cobertura de palha, no meio da selva, com redes de náilon e mosquiteiro. Nada mais, nada menos.

Para mim, aventureiro, tudo é festa. Mas passar uma noite na selva, completamente desprotegido, pendurado numa rede no meio da selva, eu me senti o próprio salame de feira, esperando para ser levado.

Lógico que não dormi. Já o índio roncava alto. Aliás, acho até que foi essa zuada que espantou os bichos.

Antes do sol nascer somos “arcodados” para voltar para a canoa e procurar os jacarés. Com uma lanterna na mão, numa canoa a milímetros da faixa d’água, seguimos procurando os jacarés.

E não tardam a aparecer.

É muito legal, bacana mesmo. Eles ficam parados, não sei se encandeados pela luz, mas não se mexem.

Quando encontra um filhote o guia o coloca para dentro do barco. Eu não tive coragem de segurar não. Olhar está de bom tamanho. Gosto muito dos meus dedos.

Logo o dia amanhece e seguimos para o barco restaurante e para o barco grande, que nos leva de volta à civilização, onde finalmente consigo dormir.

E assim foi a minha noite…

Obs.: As fotos da focagem de jacaré e da cabana não são minhas. Retirei de alguns sites para ilustrar o post. Obrigado.

Outras formas de conhecer a Selva

– Hotéis de Selva

Se quiser passar uma noite na selva, mas tendo todos os confortos da cidade, saiba que a amazônia possui os hotéis de selva, que são verdadeiros oásis na mata.

O preço também é de água no deserto; mas quem foi deu ótimas recomendações.

Eu não conheço, mas segue uma reportagem de quem já foi:

Hotéis de Selva unem luxo e tradição

– Cruzeiro pelos Rios do Amazonas

E se você é um saudosista, que tal fazer um cruzeiro de barco pelos rios do Amazonas?

Ricardo Freite, turista profissional, já fez e deixou as suas impressões (e a mim com uma louca vontade de fazer).

Cruzeiro na Selva: Como é o Iberostar


É isso caros leitores.

Até a próxima!

R.M.

In God we trust!

4 comentários sobre “Rolé pela Amazônia: Uma Noite na Selva

    • Ola Sara, td bem?
      Obrigado pelo comment.

      Entao, fiz por agencia sim, uma que fica no aeroporto.
      Na verdade foi contrariando minha própria regra de nunca fechar o passeio no primeiro lugar, mas deu tudo certo.
      Porem vc encontrara varias agencias no Centro de Manaus que fazem esse passeio; na verdade esses passeios são muito comuns.
      Minha dica eh pesquisar quando estiver la e negociar sempre.

      Espero ter ajudado.😀
      Qualquer duvida, estou as ordens

      Abs

      R.M.

      In God we trust!

  1. Muito bom!!! O Sr. como sempre nos encantando com sua escrita simples, envolvente e muito inteligente. E assim, dessa forma, nos levando com você a cada viagem.

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